Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘segunda guerra mundial’

A Segunda Guerra Mundial possui inúmeras faces na historiografia, mas poucas são fiéis ao fato histórico. Decorridos 80 anos do início da guerra, a sua nuance mais relevante continua sendo a menos conhecida: o rosto totalitário.

Apoiado em uma investigação original, Pelo Bem da Humanidade oferece respostas a perguntas incômodas e, em regra, ignoradas: por que o povo europeu — o mais erudito da sua época — não impediu o avanço totalitário?

Por que nações esclarecidas acreditaram nas falsas promessas de ditadores, permitindo a ruína da democracia? Qual é a real origem da última grande guerra? Como a barbárie subjugou os mais elementares princípios e valores da civilização ocidental? Como foi possível o Holocausto?

Para solucionar essas questões, a obra esmiúça a trajetória de alguns dos principais personagens envolvidos no último conflito mundial e os eventos-chave que o precederam, revelando um semblante oculto e distinto dos daqueles vistos costumeiramente nos compêndios de História.

Pelo Bem da Humanidade traz à luz essa fisionomia totalitária, que, em troca da promessa de construção do paraíso terrestre, causou a maior tragédia vivenciada pela humanidade. Conhecer os traços dessa faceta obscura nos permite identificar seus reais genitores e sua prole disseminada na sociedade atual, ao descortinar o ninho dos crescentes antagonismos que assolam o Ocidente há várias décadas.

____________________________

O livro está disponível na Amazon

Read Full Post »

Do mesmo produtor e diretor de O Lapa Azul e Navalha, um novo e instigante livro sobre as origens da Segunda Guerra Mundial.

Em Operação Brasil (2015), Durval Lourenço Pereira revelou, com base em fontes primárias da Alemanha nazista, a verdadeira origem dos eventos que levaram o Brasil à Segunda Guerra Mundial, desfazendo mitos que perduraram por mais de 70 anos. Dessa vez, o autor retorna com uma proposta ainda mais ousada: retratar as origens do conflito militar global alicerçado nos arquivos da União Soviética — e o resultado não é menos surpreendente.
O livro esmiúça a trajetória de alguns dos principais líderes totalitários do século XX, bem como os eventos-chave que precederam a conflagração, trazendo uma versão distinta daquelas geralmente vistas nos compêndios de História. Oferece respostas a perguntas incômodas e, em regra, ignoradas: por que o povo europeu — o mais erudito da sua época — não impediu o avanço totalitário? Por que nações esclarecidas acreditaram nas falsas promessas de ditadores, permitindo a ruína da democracia? Qual é a verdadeira origem da última grande guerra? Como a barbárie subjugou os mais elementares princípios e valores da civilização ocidental? Como foi possível o Holocausto?
Mais do que trazer à luz a fisionomia obscura do monstro totalitário — que, em troca da promessa de construção do paraíso terrestre, causou a maior tragédia vivenciada pela civilização —, Pelo Bem da Humanidade alerta para a metamorfose e o ressurgimento dessa ameaça, hoje incógnita sob múltiplos disfarces.

Mais informações sobre o livro em www.pbhumanidade.com

Baixe aqui o prólogo do livro:

Adquira o seu exemplar na Amazon neste link.

Read Full Post »

Convidamos os seguidores deste Blog para na próxima quinta-feira (26/2), a partir das 17 horas, prestigiarem o lançamento do livro Operação Brasil – O ataque alemão que mudou o curso da Segunda Guerra Mundial. O lançamento acontecerá no Pátio D’armas do Museu Naval, no centro histórico do Rio de Janeiro (Rua Dom Manuel, 15 – Centro). A sinopse do livro é a seguinte:

OPERACAO-BRASIL_CONVITE-MUSEU-NAVAL

Operação Brasil

Para muitos brasileiros, acostumados às versões oficiais sobre  a entrada do Brasil na Segunda Grande Guerra, este livro pode ser desconcertante. O ponto central da obra é  a narrativa da maior operação militar lançada pelo III Reich contra um país das Américas, batizada pela Kriegsmarine de Operation Brasilien.

No inverno de 1942, a Marinha de Guerra alemã organizou uma poderosa flotilha de submarinos com a missão de atacar os portos e a navegação do Brasil. O ataque seguia uma diretriz de Adolf Hitler, determinando que a investida fosse um “emprendimento sério” e não se limitasse a “alfinetadas”. O potencial destrutivo dos planos nazistas era capaz de levar o país a uma encruzilhada perigosa, frente a várias escolhas possíveis — a maior parte delas de consequências desastrosas para o futuro do Brasil.

Operação Brasil vai além da reconstituição desse episódio histórico. Três anos de pesquisas em fontes primárias nos arquivos oficiais da Alemanha, Brasil e Estados Unidos, revelaram fatos desconhecidos; entre eles, o que contradiz o relato oficial sobre a origem dos eventos que levaram o Brasil à guerra, repetido há mais de 70 anos pela historiografia nacional e internacional.

A investigação mergulhou nas águas turvas e conturbadas do Estado Novo, percorrendo os meandros da política interna e externa do governo Vargas. Na busca pelo leito rochoso do fato histórico, a exploração afastou o lodo sedimentado por décadas de estudos e trabalhos baseados em conceitos e modelos equivocados. O mergulho foi proveitoso, trazendo à luz passagens obscuras de um período crucial da história brasileira no século XX.

Foi possível resgatar tesouros inesperados, fazendo emergir conclusões que divergem daquelas consagradas pelos livros de História. Fruto de uma investigação minuciosa, trazendo novos materiais e surpreendentes insights,  Operação Brasil entrelaça a História do Brasil com a da II Guerra Mundial, utilizando uma abordagem extremamente rara: a narrativa do conflito segundo o cruzamento dos relatos alemães, brasileiros e norte-americanos.

A obra une a descrição da verdadeira origem da participação brasileira no conflito a um episódio desconhecido da História Militar, que permitiu a mudança do curso da guerra a favor dos Aliados. De forma surpreendente, Operação Brasil mostra como o rumo da monumental batalha pelo futuro da civilização passou pelas mãos de um único homem.


Mais informações sobre a obra (vídeo e Blog) em:http://www.operacaobrasil.com/

A página de Operação Brasil no Facebook está disponível em: https://www.facebook.com/operationbrazil

Read Full Post »

O fato que irei narrar aconteceu há pouco tempo atrás. Peguei a estrada ao lado de um amigo, professor de História, a fim de gravarmos entrevistas com veteranos da Força Expedicionária Brasileira. Juntos colhemos inúmeros depoimentos de pracinhas em várias cidades do interior de São Paulo. O resultado foi altamente proveitoso. Foram gravadas histórias notáveis, contadas por senhores que vivenciaram situações de risco de morte em combate, capazes de inspirar inúmeros documentários ou filmes de guerra. Todavia, um ocorrido chamou a minha atenção. No intervalo das entrevistas, fui convidado para participar de um churrasco junto aos colegas de trabalho do amigo professor. Lá chegando, quando falamos brevemente acerca do nosso trabalho, um docente manifestou surpresa e exclamou:

— Mas esses velhos ainda não morreram?

A pergunta foi surpreendente. Se ela tivesse partido de um jovem estudante seria compreensível, mas ela viera de um professor pertencente a uma das mais renomadas instituições de ensino particulares do Brasil.

Porém, o ocorrido é apenas a introdução deste post. O tema central é a divulgação da história dos homens do III Batalhão do 11º Regimento de Infantaria em um local inusitado: a Dinamarca.

Graças à iniciativa do professor brasileiro Vinícius Mariano de Carvalho, os estudantes de Estudos Brasileiros e Estudos Latino-Americanos da Universidade de Aarhus tiveram uma magnífica aula sobre a participação do Brasil na II Guerra Mundial.

Aqui está um resumo das atividades do curso no texto: “Nas Pegadas da FEB“, escrito pelas alunas Diana Hansen e Kirstine Larsen (em azul):

———————————–

Nas pegadas da FEB

Os estudantes de Estudos Brasileiros e Estudos Latino-Americanos da Universidade de Aarhus, Dinamarca, após um semestre de aulas sobre a participação brasileira na Segunda Guerra Mundial, fizeram uma excursão à Itália para visitar os campos de batalha onde lutaram os soldados da Força Expedicionária Brasileira, ao lado dos Aliados, nas últimas etapas do conflito.

Mario Pereira, guardião do Monumento Votivo Militar Brasileiro em Pistóia, e filho de mãe italiana e do soldado brasileiro Miguel Pereira, levou os estudantes para uma verdadeira epopeia sobre a presença brasileira na Itália. Foram visitas a monumentos e museus importantes para a memória e homenagem aos soldados da FEB que lutaram e tombaram em combate, entre outros, o monumento ao Sargento Max Wolf Filho e aos “três Bravos Brasileiros”.

10269629_10202105806343472_2366183131038669178_n

 

Os estudantes foram ainda em áreas estratégicas das batalhas da FEB contra os nazistas na linha gótica, conhecendo como era a linha de defesa alemã e e visitando bunkers e postos de observação alemães. Subindo a pé o Monte Castelo, os jovens viveram na carne a dificuldade do terreno e do tempo (uma chuva fina e insistente acompanhou o grupo durante toda a subida), o que lhes facilitou a compreensão do que deve ter sido para um soldado brasileiro ter que percorrer a mesma distância, em temperaturas abaixo de zero e recebendo tiros e granadas alemãs desde o topo do monte. A conquista de Monte Castelo pelos estudantes não se compara à conquista do mesmo monte pelos pracinhas da FEB, mas no silêncio e calma daquele topo, prestamos nossa homenagem e respeito aos que ali tombaram pelo fim de um regime totalitário.

10348232_10202105806263470_7677673199978554432_n

Em Montese, compreenderam como os brasileiros tiveram que passar de uma batalha campal para uma batalha urbana e conquistar uma cidade.

10432135_10202105806303471_265083462641901947_n

Durante a viagem o grupo visitou o pesquisador e colecionador italiano Giovanni Sulla, que impressionou o grupo por sua paixão pelo tema, sua impressionante coleção de artefatos da guerra, desde minas e uniformes, até cartas de amor. Sulla deu uma descrição viva da relações entre os soldados brasileiros com a população local italiana. Até hoje os soldados brasileiros ocupam um lugar especial no coração dos italianos, em virtude da relação cordial que tiveram com aquele povo já tão sofrido pela guerra. Aspectos culturais e religiosos aproximaram brasileiros e italianos e com isso os brasileiros conseguiram deixar marcas de amizade.

10310555_10202105806503476_1300075374614207501_n

O grupo visitou também o altar de Staffoli, construído pelos soldados brasileiros na área de acampamento . Este altar de pedra esteve por muitos anos oculto pela natureza e apenas recentemente foi redescoberto e recuperado. Mais uma memória da passagem da FEB pela Itália.

10350538_10202105806423474_3858580412154847605_n

Antes da viagem, os estudantes assistiram, durante um semestre, um curso sobre a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial, ministrado pelo Prof. Dr. Vinicius Mariano de Carvalho. O curso teve como objetivo compreender o contexto em que o Brasil vivia antes do conflito, como se viu inserido na guerra e como a participação ativa do país teve influências significativas tanto politica, como culturalmente. Uma boa parte do curso foi dedicado ao estudo da Força Expedicionária Brasileira e um dos pontos altos foi a entrevista online feita com dois veteranos da FEB  Antonio de Pádua Inham e José Maria da Silva, ambos de Juiz de Fora, e com o diretor do documentário Lapa Azul.

red1

red4

red2red3

A conversa com os veteranos deu uma perspectiva humana para o que se estudava no curso e, mesmo à distância, os dois conquistaram a simpatia dos alunos. A conversa com Durval Junior também foi extremamente rica e esclarecedora, uma vez que seu documentário foi assistido durante o curso.

O curso e a excursão pela Itália deram uma ideia mais profunda dos acontecimentos e da importância da memória da participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial. Com certeza aqueles 25.334 soldados influenciaram muito mais a formação do Brasil contemporâneo.

A excursão foi realizada graças ao apoio do Sr. Mario Pereira, que recebeu o grupo com muito carinho e atenção, cuidando de todos os detalhes de um programa rico e significativo.

—————————————

Refletindo um pouco acerca dos dois eventos (o ocorrido no interior paulista e o na Dinamarca), é difícil não questionar os motivos pelos quais nós, brasileiros, desconhecemos a nossa própria história. Quantos docentes de História do Brasil ensinam aos seus alunos a trajetória do Brasil na II GM? Quantos convidam os veteranos da FEB para uma visita à sala de aula? Embora as desculpas sejam muitas, as verdadeiras razões são pouco conhecidas. Uma delas é evidente: os currículos escolares não contemplam a história da FEB.

A escola brasileira possui seus Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) baseados em conceitos equivocados e ultrapassados. Repassada aos jovens com um acentuado viés ideológico, a memória dos nossos heróis e vultos históricos muitas vezes é ignorada ou mesmo deturpada. Pior. O resultado prático dos PCN colocou a educação brasileira nas últimas colocações do ranking educacional internacional. Somado a esse quadro desastroso, boa parte do meio cultural-educacional brasileiro estabeleceu um verdadeiro culto à mediocridade, no qual o ensino de qualidade, a pesquisa e o estudo aprofundado são notas dissonantes. Cada vez há menos lugar nele para profissionais do quilate deste professor brasileiro na Dinamarca — e mais para o do interior paulista.

À propósito, Vinícius Carvalho agora é professor do King’s College, em Londres. Merecidamente.

 

 

Read Full Post »

Num país como o Brasil, tradicionamente avesso à preservação da sua história e cultura, é natural que a memória dos eventos históricos se perca na poeira do tempo. Mesmo a participação brasileira na II Guerra Mundial, ocorrida quase na metade do Séc XX,  quando já se dispunha do cinema, do rádio e da fotografia para o seu registro, possui um legado audiovisual muito aquém do seu potencial. E o mais grave: boa parte desse legado se esvai para o ralo.

Não fossem as associações de veteranos, mantidas por meio dos recursos pessoais dos ex-combatentes, terem servido ao longo dos anos como referência para a guarda das recordações pessoais de guerra, fosse por intermédio dos pracinhas ou de suas famílias, esse quadro seria ainda pior.

Embora tenha sido a FEB a nossa última experiência bélica, contendo inestimáveis ensinamentos para as Forças Armadas – seja na mobilização ou no combate propriamente dito – passados quase 70 anos da entrada do Brasil na guerra, por incrível que pareça, ainda não existe uma entidade oficial, civil ou militar, encarregada especificamente da pesquisa, guarda e preservação do seu acervo material. Uma entidade que sirva de referência para a doação dos acervos pessoais dos veteranos e de suas associações, visto que quase todas elas já estão fechadas – ou em vias de – face a avançada idade dos veteranos remanescentes (o veterano da FEB “mais jovem” possui hoje 86 anos).

Acervo da FEB: com o fechamento das associações, um patrimônio histórico órfão.

Curiosamente, em 2008, enquanto o museu da Casa da FEB – o principal museu da FEB na região sudeste – fechava as suas portas por falta de recursos para a manutenção, a União Nacional dos Estudantes (UNE) era contemplada com R$ 30.000.000,00 de reais em recursos para a reconstrução da sua sede, no bairro do Flamengo. Por sinal, originariamente o local não lhe pertencia, mas à Sociedade Germânia: um clube de imigrantes alemães, fundado em 1929, e despropriado por decreto pela ditadura Vargas, em 1942, quando da entrada do Brasil na IIGM.

Sociedade Germânia: desapropriada pelo populismo da ditadura Vargas e "presenteada" à UNE.

Coube à iniciativa privada, por meio das empresas Tecnolach, Mobilazh, Sparch e Printech, do Grupo CHG a missão de proporcionar a associação os meios materiais necessários, reformando o Museu da FEB segundo um moderno e arrojado projeto que objetiva a perpetuação desta importante instituição.

O volume de material histórico que certamente já foi para a lata do lixo, ou para a mão de colecionadores particulares, ao longo das décadas, é incomensurável. Irreversível. Felizmente, de todo o legado audiovisual da FEB, a parcela que talvez tenha sido mais preservada foi o seu legado musical.

A Canção do Expedicionário, obra que encabeça esse legado, é o verdadeiro Hino da Força Expedicionária Brasileira. Foi lançada em disco em outubro de 1944, na oportunidade em que 3 dos 5 escalões da FEB já estavam na Itália. Em setembro, os pracinhas já tinham recebido o batismo de fogo.

A música é do maestro Spartaco Rossi e o poema de Guilherme de Almeida. São versos maravilhosos que retratam os valores do homem brasileiro que vai lutar, levando no coração a saudade da Pátria. Guilherme de Almeida aproveita nomes e versos de canções e expressões de uso corrente nessa genial criação. Uma canção militar de inspiração inusitada. Quando ia ser impressa, o maestro Spartaco Rossi mandou um pedido aos irmãos Vitale, para que o primoroso poema de Guilherme de Almeida fosse publicado na íntegra. Isso aconteceu.

Guilherme de Almeida: o príncipe dos poetas brasileiros

Nosso Blog oferece aos seus leitores, orgulhosamente, a raríssima composição original da Canção do Expedicionário, cantada na voz inconfundível de Francisco Alves, numa homenagem ao imortal poeta e aos heróicos Expedicionários que ele exaltou. Francisco Alves, sem dúvida, oferece-nos a interpetação mais perfeita que se conhece desta canção.

Canção do Expedicionário

Francisco Alves: sua voz inesquecível interpretou a Canção do Expedicionário.

Read Full Post »

%d blogueiros gostam disto: