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Foto do tenente-coronel Silvino Castor da Nóbrega sendo condecorado pelo tenente-general Lucian Truscott, Comandante do V Exército. O brasileiro foi agraciado com a Bronze Star: uma das maiores honrarias do U.S. Army. (Fonte: ANVFEB/Campinas. Foto graciosamente cedida pelo professor Marcus Carmo).

Natural da Paraíba, o  tenente-coronel Silvino Castor da Nóbrega comandou o III Batalhão do 6º RI da FEB: o “Navalha”. Retornando ao Brasil, ele prosseguiu na carreira, ascendendo ao generalato. Por ocasião da Revolução de 31 de Março de 1964, Silvino estava no comando da 5ª Região Militar, sendo um dos apoiadores do Presidente João Goulart.

O general voltava para Curitiba, em um avião da Força Aérea Brasileira, quando foi deflagrada a Revolução. Ele vinha de uma reunião com o chefe da Casa Militar, general Assis Brasil, visando organizar a resistência aos revolucionários. Segundo o o general da reserva Ítalo Conti (secretário de segurança de Ney Braga, o governador do Paraná, entre 1961 e 1965), Silvino da Nóbrega teve sua rota de voo alterada de Curitiba para o Rio Grande do Sul por um artifício malicioso:

O piloto do avião recebeu ordens de um tenente que era ligado a nós, que havia recebido ordens para levar o comandante (Silvino da Nóbrega) a Porto Alegre.

Conti afirmou que fora dito a Silvino da Nóbrega que a neblina impedia a aterrissagem. “Quando ele chegou no Rio Grande, já estava tudo dominado.” Segundo o pesquisador José Carlos Dutra, o general Silvino da Nóbrega ainda tentou organizar uma resistência, emitindo ordens aos batalhões de Blumenau e Joinville para que ambos se deslocassem na direção de São Paulo. “Tal ordem não foi cumprida e o general foi destituído do comando, acusado de apoiar os comunistas”, disse o pesquisador.

O paraibano Silvino da Nóbrega respondeu a um inquérito policial-militar, sendo transferido para a reserva remunerada. Faleceu no Rio de Janeiro, em 17 de agosto de 1984, aos 86 anos.  Segundo o historiador da FEB Marcus Carmo, uma de suas alunas, bisneta do general, afirmou ter o bisavô queimado todas as lembranças da guerra, fruto da revolta com o ocorrido em 1964. A sequência de fotos que mostra a entrega de medalha ao ex-comandante do “Navalha” é, talvez, o único registro fotográfico que restou do bravo paraibano na II Guerra Mundial.


Fonte: Jornal Gazeta do Povo.

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Do mesmo diretor de O “Lapa Azul”, conheça o documentário Navalha – Um Batalhão Brasileiro na Linha Gótica no website www.navalhadoc.com (versão em inglês e português).

A obra ainda não possui data para estreia no Brasil. Agradecemos a indicação do filme para distribuidoras e canais de televisão (como o NETFLIX, por meio deste formulário).

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