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O minidocumentário Batismo de Fogo está participando do 1º Festival de Filmes Militares, promovido pelo Exército Brasileiro e conduzido pelo CCOMSEx.

Das 59 obras inscritas, Batismo de Fogo foi selecionado entre as 16 que comporão a seleção oficial, nos dias 16 e 17 de novembro. Desse total, o júri de classificação escolherá seis filmes a serem exibidos na mostra final, em 18 de novembro, no Auditório da Fundação Habitacional do Exército, localizado no Edifício Sede da Fundação Habitacional do Exército, Avenida Duque de Caxias, s/n°, Parte A, Setor Militar Urbano, Brasília -DF.

O filme com o maior número de marcações “gostei”, no canal do Exército Brasileiro no Youtube, receberá o troféu de voto popular. Clique neste link para assistir Batismo de Fogo.

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O Dia do Veterano

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Hoje é o comemorado o Veterans Day nos EUA: um feriado nacional em memória daqueles que serviram às suas Forças Armadas. Tal data recebe o nome de Remembrance Day (ou Poppy Day) na Comunidade Britânica de Nações, com origem na ocasião em que foram encerradas as hostilidades da I GM: às 11h do dia 11 de novembro.
Seja nos EUA, Reino Unido, França, Alemanha, Rússia ou nos demais países que participaram da I e II Guerras Mundiais, hoje é dia dos principais líderes desses países  — independente do partido político no poder — homenagearem seus soldados.
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Homenagem do Presidente Obama na Tumba do Soldado Desconhecido, no cemitério de Arlington (EUA).

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Visita de Angela Merkel à Tumba do Soldado Desconhecido, em Moscou.

Embora o Brasil tenha participado ativamente dos dois conflitos mundiais, com centenas de vítimas fatais em ambos, o país não possui nenhuma homenagem semelhante. Mesmo o Dia da Vitória, comemorado no Monumento aos Pracinhas, passa em branco na agenda das suas maiores autoridades. A última visita presidencial ao local aconteceu ainda no século anterior.
Infelizmente, honrar aqueles que lutaram pelo Brasil não faz parte do ideário nacional.
Conspira contra sua própria grandeza o povo que não cultua os seus feitos históricos.

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Ontem (07/11/2016) nos deixou o veterano da FEB Firmo Gomes de Carvalho, ex-integrante do III Batalhão do 11º RI e protagonista dos filmes O “Lapa Azul” e “Batismo de Fogo”.  Foi um desses homens que fizeram a diferença quando a Humanidade mais precisou de soldados como ele: os “cães pastores” da civilização.

Como disse certa vez um veterano do Vietnã, um velho coronel da reserva:

A maioria das pessoas em nossa sociedade são ovelhas. Eles são criaturas produtivas, gentis, amáveis, que só machucam umas às outras por acidente. E então há os lobos, e os lobos alimentam-se das ovelhas sem perdão. E então há os cães pastores, e eu sou um cão pastor. Eu vivo para proteger o rebanho e confrontar o lobo. *

*Dave Grossman, Ten Cel, Ranger, Ph.D., Autor de “On Killing”

Revista WWII Brazil

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Batismo de Fogo

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“Nós tivemos três ataques do alemão. Tivemos um às onze horas, nós rechaçamos. Tivemos outro às duas, conseguimos rechaçá-los. Aí eles vieram a terceira vez, às quatro horas da manhã”.*

*Depoimento do veterano Firmo Gomes de Carvalho.

Quantas vezes você já ouviu a narrativa de um ataque alemão oriunda de um veterano brasileiro? Provavelmente não muitas, pois são cada vez mais raros os testemunhos dos pracinhas que estiveram em combate,  relegando quase unicamente aos livros a memória do Brasil na guerra. Entretanto, um novo filme sobre a Força Expedicionária Brasileira oferece uma visão singular da experiência bélica dos nossos soldados durante o conflito.

O documentário Batismo de Fogo, produzido e dirigido por Durval Lourenço Pereira, reúne depoimentos de sete veteranos da FEB em torno de um episódio tão dramático quanto pouco conhecido na jornada da 1º Divisão de Infantaria Expedicionária. Trata-se da primeira produção audiovisual destinada a reconstituir a estreia em combate do I Batalhão do 11º Regimento de Infantaria: o “Laurindo”.

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Fidelcino Filgueiras de Matos: um dos integrantes do “Laurindo”. (Fonte: arquivo fotográfico da ANVFEB/JF).

A obra condensa entrevistas gravadas com os pracinhas em diferentes cidades e Estados, durante mais de uma década de pesquisas, incluindo farto material iconográfico (filmes e fotografias) — boa parte dele inédito — oriundo de arquivos pessoais e institucionais, brasileiros e norte-americanos. Tudo com o intuito de reproduzir, com a maior fidelidade possível, o drama do soldado brasileiro que pela primeira vez enfrentou um ataque inimigo.

Batismo de Fogo oferece ao admirador da memória da FEB uma oportunidade rara: conhecer a narrativa inédita do primeiro combate de um batalhão de infantaria brasileiro na II Guerra Mundial, da boca dos homens que viram a “cobra fumar”.

O pôster oficial do filme está disponível para download neste link.

A obra concorre ao troféu de voto popular no Primeiro Festival de Filmes Militares do Exército Brasileiro, baseado no número de marcações “gostei” na página do Exército Brasileiro no Youtube.  Dê o seu voto neste link!


Ficha técnica

Ano de produção: 2016

País de produção: Brasil

Gênero: documentário

Lançamento: 01 de novembro de 2016

Produção e Direção: Durval Lourenço Pereira

Duração: 16 min

Formato: 16:9 Full HD 1920 x 1080 23,976p

Censura: Livre

Produtora: Insigth Productions Brazil

e-mail: contact@insightprodutora.com

Caserna Cabaneta

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Tropa do II Batalhão do 11º RI – coleção do veterano Elias José do Couto. (Foto gentilmente cedida por sua filha, Carmen Couto).

A maior parte das fotografias pessoais oriundas da campanha FEB, que não possuem indicação de data e local no verso, são de difícil localização temporal e geográfica. Contudo, um certo elemento presente em muitas dessas imagens (como na foto acima) nos permite saber exatamente o local e o período aproximado em que muitas delas foram obtidas.

Terminada a guerra na Itália e o curto período de ocupação empreendido pela FEB, o 11º Regimento de Infantaria acantonou em um antigo quartel do Exército italiano, chamado pelos brasileiros de Caserna Cabaneta, em Il Christo, nas vizinhanças de Alessandria. O S/3 do regimento registrou o estado deplorável das instalações:

 muito bombardeado, sem água, sem luz, esgotos defeituosos e paredes e janelas e telhados em mau estado. Aí íamos permanecer quarenta dias“.[1]

Neste local foram tiradas muitas fotografias pelos integrantes do regimento mineiro, facilmente identificadas pelo muro que circunda as instalações, e que podem ser datadas, com boa precisão, entre os dias 5 de maio e 19 de junho de 1945. (vide as anotações do diário do Major Ruy de Oliveira Fonseca).[2]

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Missa campal em Caserna Cabaneta, com o muro visível ao fundo. (Coleção pessoal do Major Ivan Esteves Alves).

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Outra foto, de uma tropa desconhecida, onde o muro do aquartelamento aparece com nitidez. (foto gentilmente cedida por Zenaide Duboc).


[1] ALMEIDA, Adhemar Rivermar de. Montese: marco glorioso de uma trajetória. Bibliex, 1985.  p. 176.

[2] FONSECA, Ruy de Oliveira. Uma Face da Glória: reminiscências e diário de campanha. Ágora da Ilha, 2002. pp. 197-210.

Revista WWII Brazil

WWII Brazil

Revista WWII Brazil Nº 02 disponível para download em: https://issuu.com/rlartes/docs/revista_wwii_brazil_02

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