Algumas situações-limite são capazes de retirar o tênue verniz civilizatório que nos cobre. Em tais situações, o melhor e o pior da natureza humana são revelados. Observa-se nelas, por exemplo, tanto o soldado que mergulha sobre uma granada, para abafar a explosão em uma trincheira, salvando seus companheiros da morte certa, como também o marmanjo que arranca o colete salva-vidas de uma criança, em meio a um naufrágio.
O 11/09 foi pródigo em momentos assim: terroristas que usaram civis inocentes para realizar seu intento maligno; centenas de bombeiros perecidos no salvamento às vítimas no WTC, e os passageiros do vôo 93, que impediram os suicidas de lançarem o avião onde estavam sobre a Casa Branca, entre tantos.
Mas os efeitos psicológicos do 11/09 extrapolaram os limites dos EUA. As imagens da tragédia provocaram efeitos variados nos seus espectadores em todo o planeta. Enquanto o mundo assistia, horrorizado, o desenrolar dos acontecimentos, motivados por algum instinto doentio do gênero humano, alguns mal disfarçavam a alegria na morte dos seus semelhantes.
Diziam: “Os americanos jogaram a bomba atômica em Hiroshima e Nagasaki, bem feito!” Trata-se de uma lógica absurda. Malévola. Canhestra sob todos os aspectos imagináveis. Uma afirmação ignóbil que equipara um ato de guerra a uma ação terrorista em tempos de paz, visando justificar o massacre de 2.965 civis: homens, mulheres e crianças, por algo acontecido meio século atrás, quando a maioria das vítimas sequer havia nascido.
Essa lógica (ou falta dela) parece estar na origem das teorias conspiratórias que rondam o episódio do 11/09, em especial nas pessoas supostamente esclarecidas.
Em termos de importância histórica, o 11/09 equipara-se ao ataque japonês à base norte-americana de Pearl Harbor, em 1941.
Dada a magnitude de tais eventos, sobrevieram teorias conspiratórias sobre ambos. Entretanto, poucos estudos sérios traçaram um paralelo entre as teorias conspiratórias do 11/09 e de Pearl Harbor, analisando a factibilidade dessas versões sob o ponto de vista histórico.
I – Os EUA deliberadamente deixaram Pearl Harbor indefesa, a fim de provocar a entrada do país na Guerra
Histórico
A raiz do ataque a Pearl Harbor está na pretensão nipônica de expandir, a exemplo da Alemanha, o seu próprio império. Não é demais recordar que o primeiro passo nessa direção, o ataque à China em 1937, já provocara uma guerra em grande escala no Pacífico, inesperada e indesejada, que passou a absorver vorazmente os recursos do Japão. No final de 1940, para remediar suas vulnerabilidades básicas, o país traçou um ambicioso plano de expansão no sudeste da Ásia, visando buscar petróleo, borracha e bauxita nos braços de impérios ocidentais em desagregação. Aliado à Alemanha desde novembro de 1936, via Pacto Anti-Comintern, o Japão só tinha por obstáculos nessa trilha expansionista a União Soviética e os Estados Unidos.
Não foram poucos os indícios da estratégia japonesa que chegaram ao conhecimento do Serviço de Inteligência antes da execução do ataque, especialmente por meio de um sistema que permitia aos Estados Unidos decifrar partes das mensagens diplomáticas japonesas. Contudo, Washington não chegou a repassar essas informações para o comando no Havaí, medida que certamente teria colocado as autoridades locais em estado de alerta.
Na mais clamorosa das indicações, Tóquio pedia aos seus espiões em Honolulu que preparassem uma planta de Pearl Harbor dividida em 5 áreas, com a localização exata dos navios em cada uma delas, e as enviassem ao comando militar do país.
Quando, em 4 de dezembro de 1941, o corpo da embaixada japonesa em Washington simplesmente debandou, sem deixar vestígios, os Estados Unidos passaram a perceber que o Japão inclinava-se definitivamente para a guerra. Mas a combinação de uma série de erros de interpretação, com uma boa dose de negligência, acabou permitindo que os Estados Unidos, de forma vexaminosa, fossem pegos desprevenidos. Eles achavam que os japoneses atacariam primeiro nas Filipinas.
Na manhã de 7 de dezembro, vieram as novas e derradeiras demonstrações da incompetência e da negligência dos Estados Unidos diante das gritantes evidências de hostilidades. Por volta das 4h50, um submarino-de-bolso desconhecido cruzou os portões de Pearl Harbor, sendo detectado e afundado. Porém, nenhum alarme geral foi emitido: algo elementar diante da importância do evento e nas circunstâncias de tensão entre os países.
Mais tarde, às 6h45, três radares móveis do Exército americano, responsáveis por rastrear o espaço aéreo setentrional da ilha, detectaram a presença de duas aeronaves, que haviam sido lançadas para procurar porta-aviões inimigos nas cercanias. A informação foi transmitida para a central de Fort Shafter, que simplesmente a ignorou.
Por fim, exatamente às 7h02, os mesmos radares captaram uma formação massiva de aeronaves a cerca de 200 quilômetros de Oahu. Para um dos cérebros de Fort Shafter, tratava-se apenas de aeronaves de reconhecimento dos porta-aviões dos Estados Unidos lançados ao mar, ou então uma esquadrilha de B-17s em direção às Filipinas. A certeza, de qualquer forma, viria em pouco tempo, da pior forma possível.
Movimento Isolacionista
Em 1927, o piloto americano Charles Lindbergh, de 37 anos, tornou-se o maior ídolo de seu país ao cruzar o Atlântico sozinho num monomotor. Contudo, seu status de herói estava ameaçado em 1941.
Depois da invasão da Polônia, Lindbergh fez um discurso no rádio pedindo que os EUA ficassem fora da guerra — segundo ele, a vitória nazista era certa. Lindbergh era o líder do movimento isolacionista que se opunha à entrada dos EUA na guerra da Europa.
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Análise
Um dos maiores erros que se pode cometer ao avaliar um episódio histórico é desconsiderar o contexto no qual ele estava inserido. Estamos falando de uma época onde internet e computadores sequer pertenciam à categoria dos sonhos. Por isso, as informações chegavam de acordo com a velocidade e burocracia típicos da época; as de conteúdo sigiloso, dado o cuidado necessário ao seu manuseio e, por vezes, decriptação, demoravam mais ainda. Até a declaração de guerra japonesa, prevista para ser entregue às autoridades americanas, antes do ataque, foi entregue somente 3 horas após a ação.
É ilógico supor que tamanha quantidade de indícios do ataque japonês possa ter chegado ao conhecimento público, caso existisse uma conspiração do governo para forçar a entrada dos EUA na II Guerra Mundial.
De fato, o governo americano desconfiava das intenções japonesas, considerando sim um ataque com seriedade, mas no Extremo Oriente e não no Havaí. Tóquio estava a milhares de quilômetros de Pearl Harbor: a mais poderosa e guarnecida base aeronaval de todo o Oceano Pacífico. Um ataque a ela era considerado quase impossível.
Existiam outras bases aeronavais norte-americanas no Oceano Pacífico (Filipinas, Guam e Wake) que poderiam ter sido alvo dos japoneses. Para justificar a entrada dos EUA na guerra, bastava que uma única delas fosse atacada.
Boa parte dos meios que detectaram, previamente, a aproximação do submarino japonês e dos aviões atacantes pertenciam à própria guarnição de Pearl Harbor. Os primitivos radares da época eram pouco confiáveis e não distinguiam um avião amigo de um inimigo.
Muitos dos que fazem coro às teorias conspiratórias do ataque japonês a Pearl Harbor ignoram esse quadro, bem como um mínimo de História Militar, Geopolítica, ou mesmo desconfiem do caráter de políticos do quilate de um Franklin Delano Roosevelt. Julgam o estadista norte-americano, talvez, segundo a média dos congêneres nacionais ou projetam nele a imagem dos seus próprios valores individuais.
A visão distorcida dos motivos que causaram a entrada do Brasil na II Guerra Mundial é mais um exemplo dessa miopia histórica. Até hoje se escuta, em seminários de estudos da História da FEB, a repetição da propaganda integralista (movimento simpatizante do nazismo) dos anos 40, alardeando que o afundamento dos navios mercantes brasileiros foi obra dos submarinos dos EUA. Isso décadas a publicação das memórias de alguns comandantes alemães dos U-Boat e a disponibilização da consulta aos documentos da Marinha Alemã, contendo posição, hora e data dos torpedeamentos.
Charles Lindbergh era apontado como simpatizante de Adolf Hitler — que já o havia classificado de “um grande homem” — e da Alemanha nazista, que visitou quatro vezes em quatro anos. Ele já havia recebido inclusive uma comenda das mãos de Hermann Göring. O aviador chegou a procurar uma casa para morar em Berlim, mas voltou depois da Noite dos Cristais. Em público, o americano negava ser amigo dos nazistas.
Paradoxalmente, o movimento isolacionista foi um dos responsáveis pela surpresa do ataque a Pearl Harbor, uma vez ter evitado a mobilização prévia das suas Forças Armadas. Na equivocada concepção isolacionista, um país da expressão dos EUA poderia manter-se isolado, como numa bolha, em meio a um conflito de proporções mundiais.
Após o ataque japonês, certamente consternado com sua posição isolacionista, Lindenbergh anunciou publicamente o seu voluntariado para a guerra, servindo como oficial aviador durante os quatro anos do conflito.
Lindbergh fez a coisa certa, como também fizeram os EUA — e o Brasil meses depois — erradicando o nazismo, o fascismo e o imperialismo japonês do mapa. Repetindo a façanha da I Guerra Mundial, os americanos inverteram o quadro da guerra, empregando o seu formidável poderio industrial e lutando em diversas frentes ao mesmo tempo, algo que nenhum outro Aliado foi capaz.
Como dizia Winston Churchill:
“Os americanos fazem sempre a coisa certa. Após terem
tentado todas as outras alternativas.”
II – A CIA sabia do planejamento dos ataques de 11/09 e nada fez para impedir
Histórico
a) Em fevereiro de 1993, um furgão-bomba explode na garagem subterrânea do WTC e seis norte-americanos morrem. A CIA relacionou o atentado com a crise balcânica. O certo é que o atentado foi organizado por Ramzi Youssef, ligado a Osama.
b) Em agosto de 1995, Bin Laden envia uma carta aberta ao rei saudita solicitando apoio para iniciar uma guerrilha voltada a expulsar os norte-americanos do Golfo.
c) Em agosto de 1996, Bin Laden lança uma fatwa (sentença) de expulsão de tropas estrangeiras dos locais sagrados islâmicos. A fatwa foi publicada no jornal Al Quds al Arabi, impresso na Inglaterra.
d) Em outubro de 1996, Bin Laden concede entrevista ao site Al Neda (registrado no Texas e em Cingapura) e ataca verbalmente os EUA e a Grã-Bretanha. Os destemperos são repetidos no canal televisivo inglês Dispatches. Nas duas entrevistas, fala em “Guerra Santa” para tirar os ocidentais do Golfo.
e) Em março de 1997, Bin Laden é entrevistado na Rede CNN, no programa conduzido pelo famoso jornalista Peter Arnet. Ele fala em jihad e infiéis.
f) Em fevereiro de 1998, alqaedistas explodem simultaneamente as embaixadas dos EUA, no Quênia e na Tanzânia. Provocam dezenas de mortes e centenas de feridos.
g) Em maio de 1998, numa entrevista à rede norte-americana ABC, Bin Laden presta homenagem a Ramzi Youssef, executor da explosão em 1993 na garagem do WTC, e avisa: “A América verá muitos outros jovens seguirem o exemplo de Ramzi”.
h) Em outubro de 2000, supervisionado por Bin Laden, um ataque ao destróier USS Cole termina com 17 mortes.
Análise
A Al Quaeda já havia declarado guerra aos EUA bem antes do 11/09, mas os sinais emitidos por Osama Bin Laden não foram devidamente considerados pelos órgãos de defesa e de inteligência norte-americanos. Havia, portanto, motivos de sobra aos EUA para justificar uma ação militar contra a Al Quaeda, bem antes de setembro de 2001, tornando o 11/09 desnecessário.
Entretanto, o presidente Bill Clinton decidiu dar uma resposta branda aos ataques. Ordenou o disparo de alguns mísseis teleguiados, endereçados aos campos de treinamento da Al Quaeda no Afeganistão, além do bloqueio de contas bancárias suspeitas. Essa resposta pouco efeito teve de concreto, pois a organização terrorista utiliza uma rede de financiamento dissociada do sistema bancário internacional. Além do que, o mero disparo de foguetes teleguiados disseminou a falsa idéia, entre os terroristas, de que os norte-americanos não possuiam coragem suficiente para invadir o Afeganistão por terra.
No front doméstico, a estrutura de inteligência da CIA, do FBI e o controle de imigração foi pouco modificada. Bill Clinton preocupou-se em manter a sua imagem de pacifista junto ao eleitorado. Nos seus dois mandatos consecutivos na Casa Branca (1993-2001), parecia ocupar-se menos com a segurança dos EUA do que com as estagiárias da casa.
Coube ao presidente seguinte, George W. Bush, fazer o trabalho sujo e impopular que o seu antecessor havia negligenciado. Colocando trancas nas portas já arrombadas, Bush promoveu reformas no sistema de inteligência criando, inclusive, a Homeland Security: agência governamental encarregada de evitar novos ataques.
Os EUA, auxiliados pela OTAN, derrubaram o medieval regime Talibã, que abrigava a Al Quaeda no Afeganistão. Liderando uma colalizão internacional, os EUA invadiram também o Iraque, cujo ditador Saddam Hussein, hostilizava os americanos abertamente. Embora reeleito na eleição presidencial seguinte, Bush amargou elevados índices de rejeição popular no final do seu segundo mandato. Na mensagem subliminar emanada por alguns críticos, os EUA deveriam apanhar e ficar quietos.
III – Os terroristas lutam contra o imperialismo americanoHistórico
O ataque a Pearl Harbor ainda atarantava o mundo ocidental semanas depois do golpe. “Uma data que viverá na infâmia“, classificou o presidente americano Franklin Delano Roosevelt, encolerizado com a deslealdade da ação japonesa — afinal, não houve ultimato nem alertas, como sugere o frágil protocolo da guerra.
Como para o pior não há limite, 6o anos mais tarde a Al Quaeda conseguiu superar o horror de Pearl Harbor. Desta vez, as vítimas não foram militares, mas civis: esposas, filhos, irmãos, idosos e crianças indefesas foram usados como armas pelo fanatismo religioso suicida. Por outro lado, agora havia uma diferença marcante no campo de batalha ideológico: a América enfrentaria, além dos terroristas, os saudosistas do marxismo.
Logo após o 11/09, o então candidato Lula concedeu uma entrevista, pouco divulgada, onde atribuía a causa do ataque terrorista ao “imperialismo capitalista americano”, dando uma conotação político-ideológico à tragédia.
Por sua vez, os círculos esquerdistas jurássicos exultaram ante o resultado da destruição, pois a Al Quaeda havia feito algo que o finado marxismo apenas sonhava: destruir o símbolo do capitalismo no coração de Nova York. Mais do que isso, passaram a propalar a tese de que os atentados foram motivados pelo ódio ao capitalismo.
Joseph Goebbels, ministro da propaganda de Adolf Hitler, costumava afirmar que uma mentira repetida inúmeras vezes passa a ser verdade. Seguindo seu ensinamento, esta falácia passou a ser repetida aos estudantes no ensino fundamental, médio e superior. Muitos dos jovens que completam os seus estudos, nas universidades brasileiras, passaram a receber uma espécie de chip ideológico, que os condiciona a atribuir os males da humanidade ao capitalismo e aos EUA: uma forma maliciosa, falsa e ao mesmo tempo confortável de explicar o mundo. Professores preguiçosos — por motivos óbvios — costumam defender esse engodo com ardor.
Análise
Osama Bin Laden criou a Al Quaeda com uma finalidade específica: expulsar os militares estrangeiros da Arábia Saudita e dos lugares considerados santos do Islã, difundindo o medo no Ocidente e mostrando aos islâmicos a capacidade de se poder apagar do mapa os EUA, os “cruzados” europeus e Israel.
Bin Laden via como sacrilégio a presença de infiéis (não islâmicos) em sua terra natal. O terrorista não aceitava o fato do próprio xeque saudita ter oferecido aos EUA a ocupação de bases militares no país durante a primeira guerra do Golfo, em 1991, que lá permaneceram após o conflito, como escudo a futuras aventuras militares de Saddam Hussein na região.
A motivação inicial da Al Quaeda era, portanto, de origem fundamentalista religiosa e não ideológica. O tema foi admiravelmente descrito no livro Choque de Civilizações, do cientista político Samuel P. Huntington.
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Conclusão
Existem teorias conspiratórias para diversos tipos e gostos, boa parte delas envolvendo o governo norte-americano. Umas dizem que o governo dos EUA encobre informações sobre alienígenas; outras que a ida do homem à Lua foi forjada em Hollywood; ou ainda que o planeta Terra é oco. Acreditar ou não nessas teorias depende do nível cultural, do grau desesperança do indivíduo com relação ao mundo real e, principalmente, da sua sanidade mental.
Ainda no Séc XIX, Sigmund Freud já havia identificado esse processo mental, chamando-o de projeção. Nesse processo, o indivíduo procura culpar o próximo (geralmente alguém bem-sucedido) por seus fracassos pessoais. Transposta para o plano das relações internacionais, a patologia leva seus portadores a identificar o país mais poderoso (EUA) como a origem dos problemas e conspirações globais.
O fato é que tanto em Pearl Harbor como no 11/09, os EUA foram pegos de surpresa. Isso pela fragilidade de seus serviços de segurança e informação, pela omissão dos seus líderes e, principalmente, pela ousadia, planejamento e execução dos ataques.
As novas teorias conspiratórias sobre o 11/09 nada mais são do que a repetição das já feitas sobre Pearl Harbor, desta feita com uma nova roupagem. Trazem dentro de si, camuflada sob um pretenso véu intelectual, a contestação ideológica ao capitalismo e ao país que o representa: os EUA.
Existem outras inúmeras teorias conspiratórias estapafúrdias. A maior parte delas sequer merece ser discutida, pois são baseadas em argumentos frágeis, repetidas por mentes igualmente frágeis. Em se tratando de bobagens, é melhor fazer uso da sabedoria popular:
“Nunca discuta com um idiota. Ele irá arrastá-lo até o seu nível e então o derrotará com a sua vasta experiência.”
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Fontes: Revista Veja – Especial Segunda Guerra Mundial
Revista Carta Capital: http://www.cartacapital.com.br/internacional/novo-suspense








![bush_venezuela[1]](http://lapaazul.files.wordpress.com/2011/09/bush_venezuela1.jpg?w=300&h=224)



















Assino em baixo.
É pena que este livro não seja muito conhecido no Brasil:
http://www.amazon.com/Qaeda-Reader-Essential-Terrorist-Organization/dp/076792262X/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1315710980&sr=8-1
Ele mostra a Al Qaeda a partir dos discursos motivacionais direcionados a seus militantes. O conteúdo destes discursos é/era puramente de caráter religioso. Bin Laden, no entanto, sabia que este tipo de retórica não iria angariar simpatizantes no Ocidente. E quando se dirigia à imprensa ocidental, o que fazia Bin Laden? Mudava a sintonia. Falava em nacionalismo árabe e EUA/Israel como opressores e como fatores de impedimento da auto-determinação palestina. Esquecia de dizer, convenientemente, que o principal motivador do ingresso de militantes na Al Qaeda era a percepção de que a influência ocidental estaria corrompendo os valores fundamentais islâmicos. Travestia o fanatismo religioso de nacionalismo.
Ao denunciar os EUA – vítima posta na condição de réu – Bin Laden atingiu o efeito de despertar a lógica torta segundo a qual “o inimigo do meu inimigo é meu amigo”. E dá-lhe a celebração de Bin Laden, que chegou a ocorrer em certos círculos mais extremos do Ocidente, onde impera um anti-americanismo boçal e invejoso.
Raymond Ibrahim, organizador do livro sobre a Al Qaeda, costuma postar no site de Victor Davis Hanson:
http://victorhanson.com/
Pois é.
Disputa ideológica jamais leva alguém a se explodir. Fanatismo religioso sim. Na política do “Inimigo do meu inimigo é meu amigo”, Osama Bin Laden levou de roldão uma horda de seguidores. No mundo islâmico, foram os círculos religiosos radicais que viram na chegada dos valores ocidentais (democracia, liberdade, secularismo, respeito à mulher) uma ameaça aos seus valores, tradições milenares e “Status Quo”. A “Primavera Árabe” materializa bem os fantasmas dessa turma. No Ocidente, foram os radicais de matizes diversas, tanto de esquerda quanto de direita, forjando as teorias conspiratórias. Alguns são aproveitadores, interessados em descolar uma grana em cima da credualidade dos bocós (Michael Moore e Cia), mas o segmento mais nocivo atua nas salas de aula, doutrinando as mentes inocentes do jovens, ainda sem conhecimento suficiente para rebater tamanha boçalidade. Tive de mudar minha filha de colégio (Liceu Salesiano) onde o professor de História ensinava que os terroristas da Al Queda eram “heróis” e “mártires”. No fundo, as teorias da conspiração, relacionadas ao 11/09, buscam mostrar que não houve motivo para a retaliação dos EUA e a Guerra ao Terror. Para os seus autores, americano deve apanhar e ficar quieto.
glória e paz aos mortos
ps-morreram 5 portugueses no 11 de setembro e cerca de 50 brasileiros,portanto uma tragédia não só para américa mas para muitas nações